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Menina de 7 anos morre após passar mal durante alimentação em escola de Minas Gerais

Caso em Ribeirão das Neves reacende o alerta sobre engasgos, primeiros socorros e preparo das equipes escolares.

Agosto de 2026

O que aconteceu?

Uma menina de 7 anos, identificada como Emanuelly Lana Martins Soares, morreu em 12 de agosto de 2026 após passar mal durante a alimentação em uma escola municipal de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

As primeiras informações divulgadas pela imprensa apontaram para um possível engasgo durante a refeição. Segundo familiares ouvidos por veículos de comunicação, a criança teria se engasgado enquanto comia. Entretanto, a causa exata da morte estava sendo investigada, e o caso foi encaminhado para apuração pelas autoridades.

O episódio ocorreu durante o horário de alimentação escolar. A criança era aluna do 2º ano do ensino fundamental.

Atendimento foi realizado no local

De acordo com informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, uma profissional da escola recebeu orientações por telefone sobre procedimentos para tentar desobstruir as vias aéreas.

Uma médica de uma unidade básica de saúde próxima também participou do atendimento e realizou procedimentos de reanimação. Posteriormente, equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros deram continuidade às manobras de atendimento.

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Ribeirão das Neves e reproduzidas pela imprensa, foram realizadas tentativas de reanimação, mas a criança não resistiu.

Importante: este artigo não afirma que a morte ocorreu exclusivamente por falta de treinamento ou por uma falha específica da escola. As circunstâncias do caso foram objeto de investigação. O objetivo é discutir a importância da preparação para emergências no ambiente escolar.

Por que um engasgo exige resposta rápida?

O engasgo ocorre quando um corpo estranho bloqueia parcial ou totalmente as vias aéreas. Quando a obstrução é grave, a pessoa pode não conseguir respirar adequadamente e pode perder a consciência em pouco tempo.

Em uma situação assim, reconhecer rapidamente os sinais e iniciar os procedimentos adequados, dentro dos limites da capacitação recebida, pode ser fundamental enquanto o serviço especializado é acionado.

Por isso, o treinamento de profissionais que trabalham diariamente com crianças e adolescentes não deve ser visto apenas como uma formalidade. Ele faz parte de uma cultura de prevenção, preparo e segurança.

O que a Lei Lucas tem a ver com esse cenário?

A Lei Federal nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas, tornou obrigatória a capacitação em noções básicas de primeiros socorros para professores e funcionários de estabelecimentos de ensino públicos e privados de educação básica e de estabelecimentos de recreação infantil abrangidos pela legislação.

O objetivo é preparar os profissionais para reconhecer situações de emergência e prestar os primeiros cuidados até a chegada do atendimento especializado.

O caso ocorrido em Ribeirão das Neves acontece justamente em um momento em que o Congresso Nacional discute uma possível ampliação da Lei Lucas.

Lei Lucas pode ser ampliada para estudantes

Em 2026, o Projeto de Lei nº 2.336/2022 avançou no Senado Federal. A proposta prevê que estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio também recebam noções básicas de primeiros socorros.

O projeto foi aprovado no Senado e encaminhado à Câmara dos Deputados para revisão. A proposta ainda está em tramitação e, portanto, não representa atualmente uma nova obrigação legal para os estudantes.

O que as escolas podem fazer desde já?

Mesmo diante das discussões sobre uma possível ampliação da legislação, as escolas já podem fortalecer sua preparação para situações de emergência.

  • Manter professores e funcionários capacitados em primeiros socorros.
  • Atualizar periodicamente os conhecimentos da equipe.
  • Estabelecer procedimentos claros para situações de emergência.
  • Garantir que os profissionais saibam como acionar o serviço de emergência.
  • Promover uma cultura permanente de prevenção e segurança.
  • Preparar a equipe para situações como engasgos, quedas, desmaios, convulsões e outras emergências.

O treinamento não elimina todos os riscos, mas pode aumentar a capacidade de uma equipe reconhecer uma emergência, agir corretamente e acionar ajuda especializada com rapidez.

Prevenção e preparo podem fazer parte da rotina escolar

Casos como o ocorrido em Ribeirão das Neves mostram como situações de emergência podem acontecer durante atividades aparentemente comuns, como o momento da alimentação.

Por isso, a preparação para primeiros socorros precisa fazer parte da rotina de segurança das instituições de ensino. Mais do que cumprir uma exigência legal, capacitar pessoas significa criar condições para uma resposta mais segura quando uma emergência acontece.

Conhecimento não substitui o atendimento médico. Mas estar preparado pode fazer diferença nos primeiros minutos.

HONRA Treinamentos: capacitação para proteger vidas

A HONRA Treinamentos e Consultoria oferece capacitações em primeiros socorros, Lei Lucas, Atendimento Pré-Hospitalar e segurança, com treinamentos voltados à realidade de escolas, empresas e instituições.

Nosso objetivo é preparar pessoas para reconhecer riscos, tomar decisões corretas e agir com segurança diante de situações de emergência.

Capacitamos pessoas. Protegemos vidas.

Fontes e referências

Estado de Minas Informações sobre o caso da criança de 7 anos em Ribeirão das Neves e o atendimento realizado no local.
Consultar reportagem
Metrópoles Reportagem sobre a morte da estudante e as tentativas de reanimação realizadas após o episódio.
Consultar reportagem
R7 / MG no Ar Informações sobre o caso e a investigação das circunstâncias da morte.
Consultar reportagem
Senado Federal — Agência Senado Projeto que prevê noções de primeiros socorros para estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio.
Consultar notícia oficial
Câmara dos Deputados — PL 2.336/2022 Ficha oficial de tramitação do projeto que propõe ampliar a Lei Lucas.
Consultar tramitação
Este conteúdo possui caráter informativo. As circunstâncias do caso citado são objeto de apuração pelas autoridades competentes. Projetos de lei podem sofrer alterações durante sua tramitação. Para fins de cumprimento legal, devem ser consideradas as normas efetivamente vigentes e publicadas pelos órgãos competentes.

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